Calculadora de meta financeira
Quanto guardar por mês para chegar onde você quer, e quanto do resultado vem do seu bolso e quanto vem do juro. É essa divisão que diz se vale a pena procurar um rendimento melhor ou apenas guardar mais.
Sua meta
Esse valor também rende durante o período, então ele reduz o aporte mais do que parece.
Sugerido a partir do CDI de 14.15% ao ano, com 15% de IR. Use o rendimento líquido de imposto.
Quanto guardar por mês
E quanto do resultado vem de você e quanto vem do juro, que é o que diz se vale a pena caçar rendimento nessa meta.
Como usar a calculadora
Quanto você quer juntar
O valor da meta em dinheiro de hoje. Para metas muito longas, lembre que a inflação corrói o alvo: R$ 100.000 daqui a vinte anos compram bem menos do que compram agora.
Quanto já tem guardado
Esse valor rende junto durante todo o prazo, então ele abate bem mais que o próprio valor. Em dez anos a 12% ao ano, cada R$ 1.000 que você já tem valem R$ 3.100 no fim.
Em quanto tempo
O campo que mais derruba o aporte, e por dois motivos ao mesmo tempo: divide o valor por mais meses e dá tempo para o juro compor. Dobrar o prazo costuma reduzir o aporte em bem mais que a metade.
Rendimento do investimento
Vem sugerido do CDI do dia, já líquido de imposto. Use um valor conservador: errar para baixo faz você guardar um pouco a mais, e errar para cima faz a meta não fechar.
Como o cálculo é feito
O que você já tem cresce sozinho
O primeiro passo é projetar o valor atual até o fim do prazo. O que faltar depois disso é o que os aportes precisam cobrir, e é por isso que ter algo guardado ajuda mais do que a intuição sugere.
O aporte sai da fórmula de valor futuro
Cada depósito rende pelo tempo que ainda falta, então o primeiro aporte trabalha o prazo inteiro e o último não trabalha nada. A fórmula resolve essa série de uma vez, em vez de simular mês a mês.
A composição separa você do juro
Somando todos os aportes mais o que você já tinha, sabemos quanto saiu do bolso. O que faltar para a meta veio do rendimento, e essa proporção é a informação mais útil da página.
A fórmula aberta
falta = meta − valor atual × (1 + i)^n
aporte = falta × i ÷ ((1 + i)^n − 1)
juro construído = meta − valor atual − aporte × n
Onde i é a taxa mensal equivalente à anual informada, composta e não dividida por doze.
Exemplo com números reais
Uma meta de R$ 100.000 a 12% ao ano, partindo do zero:
| Prazo | Aporte mensal | Você deposita | O juro constrói |
|---|---|---|---|
| 12 meses | R$ 7.907 | R$ 94.888 | 5% |
| 24 meses | R$ 3.730 | R$ 89.517 | 10% |
| 60 meses | R$ 1.245 | R$ 74.681 | 25% |
| 120 meses | R$ 451 | R$ 54.071 | 46% |
| 240 meses | R$ 110 | R$ 26.339 | 74% |
| 360 meses | R$ 33 | R$ 11.795 | 88% |
Na última linha, você deposita R$ 11.795 e recebe R$ 100.000. O resto, R$ 88.205, foi construído pelo tempo.
Meta curta se resolve guardando, meta longa se resolve rendendo
A tabela acima já sugere isso, e a próxima deixa explícito. Aqui está o aporte necessário para os mesmos R$ 100.000, mudando só o rendimento, em dois prazos diferentes:
| Rendimento | Aporte em 24 meses | Aporte em 240 meses |
|---|---|---|
| 0% ao ano | R$ 4.167 | R$ 417 |
| 6% ao ano | R$ 3.938 | R$ 221 |
| 10% ao ano | R$ 3.797 | R$ 139 |
| 12% ao ano | R$ 3.730 | R$ 110 |
| 15% ao ano | R$ 3.633 | R$ 76 |
Na meta de dois anos, sair de 6% para 15% ao ano reduz o aporte em apenas 8%. Na de vinte anos, a mesma troca reduz 65%. É a mesma diferença de rendimento produzindo efeitos completamente diferentes.
A leitura prática economiza esforço. Se a sua meta é a viagem do ano que vem ou a entrada de um carro em dois anos, pare de procurar investimento melhor: qualquer coisa que renda perto do CDI resolve, e o que decide é quanto você consegue guardar. Se a meta é aposentadoria ou a faculdade de um filho recém-nascido, o oposto vale: meio ponto percentual a mais compõe por décadas e vale mais que qualquer aumento de aporte que você consiga sustentar.
O que esta calculadora não cobre
- Inflação. A meta é em dinheiro de hoje. Para prazos longos, considere corrigi-la, porque R$ 100.000 em vinte anos compram bem menos.
- Rendimento constante. A projeção assume a mesma taxa todo mês, e a realidade oscila.
- Imposto. Informe o rendimento já líquido, porque a alíquota varia com o prazo e o produto.
- Aportes crescentes. A conta assume aporte fixo. Quem consegue aumentar o depósito ao longo do tempo chega antes.
- Imprevistos. Meta sem reserva de emergência costuma virar resgate no meio do caminho.
Perguntas frequentes
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