Calculadora de meta financeira
Quanto guardar por mês para chegar onde você quer, e quanto do resultado vem do seu bolso e quanto vem do juro. Essa divisão mostra o quanto o resultado depende da taxa e o quanto depende do valor guardado.
Sua meta
Em dinheiro de hoje. A conta corrige esse valor pela inflação do Avançado até o fim do prazo.
Esse valor também rende durante o período, então ele reduz o aporte mais do que parece.
Preenchido a partir do CDI de 13.65% ao ano, com 15% de IR. Use o rendimento líquido de imposto.
Avançado (opcional)inflação, reajuste do aporte e tipo de meta
Valor de referência de 4,5% ao ano, usado quando o IPCA do dia não está disponível. Troque pela inflação que quiser simular, ou zere para ver só o valor nominal.
O aporte sobe uma vez por ano: do 13º mês em diante ele já vem reajustado, do 25º reajustado duas vezes, e assim por diante. Zero mantém o aporte fixo.
Com esses dados, guardando R$ 1.566,11 por mês durante 60 meses a 11.6% ao ano, a estimativa é chegar a R$ 124.618,19, com R$ 30.651,72 vindos do rendimento. Com inflação de 4,5% ao ano, esse valor equivale a R$ 100.000,00 em dinheiro de hoje. É uma projeção com o rendimento e a inflação informados constantes.
Você precisa guardar
R$ 1.566,11
por mês, durante 60 meses, para chegar a R$ 124.618,19.
Total que sai do seu bolso
R$ 93.966,48
Total que o juro constrói
R$ 30.651,72
25% da meta
Meta corrigida pela inflação (valor nominal em 2031)
R$ 124.618,19
R$ 100.000,00 de hoje, com inflação de 4,5% ao ano
Composição
Quem constrói essa meta
25%vem do juro
Com esses números, o rendimento já constrói uma parte relevante da meta, então a taxa usada na conta pesa no resultado junto com o valor guardado.
Como usar a calculadora
Quanto você quer juntar
O valor da meta em dinheiro de hoje. Com a inflação do Avançado, que abre no IPCA de 12 meses do Banco Central, a conta corrige a meta até o fim do prazo e mostra o valor nominal que precisa ser juntado. Zerando a inflação, a meta fica nominal, como nas tabelas desta página.
Quanto já tem guardado
Esse valor rende junto durante todo o prazo, então ele abate bem mais que o próprio valor. Em dez anos a 12% ao ano, cada R$ 1.000 que você já tem valem R$ 3.100 no fim.
Em quanto tempo
O campo que mais derruba o aporte, e por dois motivos ao mesmo tempo: divide o valor por mais meses e dá tempo para o juro compor. Dobrar o prazo costuma reduzir o aporte em bem mais que a metade.
Rendimento do investimento
Vem preenchido com o CDI do dia, já líquido de imposto. Use a taxa informada pela instituição: uma taxa menor que a real mostra um aporte um pouco maior, e uma taxa maior que a real mostra um aporte que pode não fechar a meta.
Como o cálculo é feito
O que você já tem cresce sozinho
O primeiro passo é projetar o valor atual até o fim do prazo. O que faltar depois disso é o que os aportes precisam cobrir, e é por isso que ter algo guardado ajuda mais do que a intuição sugere.
O aporte sai da fórmula de valor futuro
Cada depósito rende pelo tempo que ainda falta, então o primeiro aporte trabalha o prazo inteiro e o último não trabalha nada. A fórmula resolve essa série de uma vez, em vez de simular mês a mês.
A composição separa você do juro
Somando todos os aportes mais o que você já tinha, sabemos quanto saiu do bolso. O que faltar para a meta veio do rendimento, e essa proporção é a informação mais útil da página.
A fórmula aberta
falta = meta − valor atual × (1 + i)^n
aporte = falta × i ÷ ((1 + i)^n − 1)
juro construído = meta − valor atual − aporte × n
Onde i é a taxa mensal equivalente à anual informada, composta e não dividida por doze.
Exemplo com números reais
Uma meta nominal de R$ 100.000 a 12% ao ano, partindo do zero e sem correção pela inflação:
| Prazo | Aporte mensal | Você deposita | O juro constrói |
|---|---|---|---|
| 12 meses | R$ 7.907 | R$ 94.888 | 5% |
| 24 meses | R$ 3.730 | R$ 89.517 | 10% |
| 60 meses | R$ 1.245 | R$ 74.681 | 25% |
| 120 meses | R$ 451 | R$ 54.071 | 46% |
| 240 meses | R$ 110 | R$ 26.339 | 74% |
| 360 meses | R$ 33 | R$ 11.795 | 88% |
Na última linha, você deposita R$ 11.795 e recebe R$ 100.000. O resto, R$ 88.205, foi construído pelo tempo.
Na meta curta pesa o aporte, na longa pesa a taxa
A tabela acima já sugere isso, e a próxima deixa explícito. Aqui está o aporte necessário para os mesmos R$ 100.000, mudando só o rendimento, em dois prazos diferentes:
| Rendimento | Aporte em 24 meses | Aporte em 240 meses |
|---|---|---|
| 0% ao ano | R$ 4.167 | R$ 417 |
| 6% ao ano | R$ 3.938 | R$ 221 |
| 10% ao ano | R$ 3.797 | R$ 139 |
| 12% ao ano | R$ 3.730 | R$ 110 |
| 15% ao ano | R$ 3.633 | R$ 76 |
Na meta de dois anos, sair de 6% para 15% ao ano reduz o aporte em apenas 8%. Na de vinte anos, a mesma troca reduz 65%. É a mesma diferença de rendimento produzindo efeitos completamente diferentes.
Em números: numa meta de um ou dois anos, como uma viagem ou a entrada de um carro, a diferença entre taxas próximas muda pouco o aporte, e o que mais pesa é o valor guardado por mês. Numa meta de décadas, como aposentadoria ou a faculdade de um filho recém-nascido, a mesma diferença de taxa compõe por muito tempo e muda bastante o aporte calculado.
O que esta calculadora não cobre
- Inflação. A meta é em dinheiro de hoje. Em prazos longos, a inflação pesa: R$ 100.000 em vinte anos compram bem menos.
- Rendimento constante. A projeção assume a mesma taxa todo mês, e a realidade oscila.
- Imposto. Informe o rendimento já líquido, porque a alíquota varia com o prazo e o produto.
- Aportes crescentes. A conta assume aporte fixo. Quem consegue aumentar o depósito ao longo do tempo chega antes.
- Imprevistos. A conta não considera resgates no meio do caminho.