Saber o líquido, não o bruto
O número do contrato não é o seu dinheiro. Entre ele e a sua conta passam INSS e IRRF, e a diferença chega a um quinto do salário em faixas comuns.
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A pergunta deste momento
Entre o bruto do contrato e o que dá para usar existem duas subtrações que quase ninguém faz junto: os descontos obrigatórios e o que já está comprometido. Esta página faz as duas.
O valor do contrato, antes de qualquer desconto. É o que está na carteira, não o que cai na conta.
Cada dependente abate R$ 189,59 da base do imposto por mês.
Moradia, comida, transporte, contas e remédio. Não é o quanto você gasta, é o quanto o mês custa sem nada supérfluo.
Já comprometido com dívida
Parcelas mínimas por mêsR$ 0,00
Se você tem dívida, listar cada uma dá o número exato e o plano para sair dela. Listar minhas dívidas
Quanto é seu de verdade
Do bruto do contrato até o que sobra depois das contas do mês, passando por INSS, IRRF e pelo que já está comprometido.
Quatro etapas. A segunda depende do que você preencheu nos outros momentos, e é por isso que a sobra só fecha quando o site já conhece seus gastos e suas dívidas.
O número do contrato não é o seu dinheiro. Entre ele e a sua conta passam INSS e IRRF, e a diferença chega a um quinto do salário em faixas comuns.
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Gasto essencial e parcela de dívida não são escolha do mês, são compromisso assumido. Os gastos você preenche na calculadora aqui em cima; as dívidas ficam na página delas, que também monta o plano de saída.
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Essa sobra é o que dá para atacar dívida, montar reserva ou investir. Todo plano financeiro que ignora ela é um plano sobre o dinheiro de outra pessoa.
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Sobra sem destino vira gasto. A ordem que funciona é dívida cara primeiro, reserva depois, e só então investir para crescer.
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A primeira todo mundo conhece de nome: os descontos obrigatórios. O INSS é progressivo por faixa, então quem ganha mais não paga a alíquota mais alta sobre o salário inteiro, paga cada faixa com a sua. Depois vem o IRRF, que incide sobre o bruto menos o INSS e menos a dedução por dependente. Somados, tiram entre 8% e 27% do salário conforme a faixa.
A segunda quase nunca é feita: o que já tem dono antes de o dinheiro chegar. Aluguel, mercado, transporte e conta de luz não são escolha do mês, são o custo de continuar existindo. As parcelas de dívida também não: elas foram decididas no passado e o mês só executa.
O número que sobra depois das duas é o único sobre o qual você toma decisão. É ele que decide se dá para atacar uma dívida mais rápido, se a reserva leva seis meses ou dois anos, e se investir agora faz algum sentido. Um plano financeiro construído sobre o salário bruto é um plano sobre o dinheiro de outra pessoa.
É a situação mais urgente que existe em finanças pessoais, e a mais comum de ser ignorada, porque ela não aparece de uma vez: aparece como um limite do cartão que nunca volta ao zero, um cheque especial que virou parte da paisagem, um empréstimo pequeno todo semestre.
Matematicamente, sobra negativa significa que a diferença está sendo financiada, quase sempre pela dívida mais cara disponível. Enquanto isso durar, nenhum plano de investimento tem efeito, porque o rendimento de qualquer aplicação é uma fração do custo do crédito que está tapando o buraco.
São dois movimentos, e eles não competem: baixar o custo do que já se deve, renegociando ou trocando por crédito mais barato, e reduzir o essencial no que der. O primeiro costuma render mais rápido, porque trocar rotativo por consignado corta o custo do dinheiro em quase oito vezes sem mudar nada no seu dia.
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