A maior parte do conteúdo sobre investimento no Brasil começa pela última pergunta: onde colocar o dinheiro. É a pergunta mais interessante de responder e a menos importante para quem está começando, why as duas anteriores decidem mais.
A primeira é a dívida. Quitar um rotativo a 14% ao mês é um retorno garantido de 378% ao ano, e nenhuma aplicação acessível a pessoa física oferece isso. Enquanto essa dívida existir, qualquer real investido está rendendo menos do que renderia quitando. Não é conservadorismo, é a mesma conta com o sinal trocado.
A segunda é a reserva. Ela não existe para render, existe para que o resto do patrimônio possa aceitar prazo. Sem ela, o primeiro imprevisto força um resgate, e resgate forçado tende a acontecer no pior momento possível, porque crise pessoal e queda de mercado costumam chegar juntas.
Resolvidas as duas, a terceira pergunta muda de natureza. Deixa de ser sobre acertar o momento de entrada, que ninguém acerta de forma consistente, e passa a ser sobre constância: quanto entra todo mês, e por quantos anos.