Calculadora de seguro-desemprego
Veja o valor de cada parcela, quantas você tem direito e, principal, quanto do seu padrão de vida o benefício realmente sustenta.
Seu histórico
A média dos três meses anteriores à demissão, e não o último salário isolado.
Tempo com carteira assinada no período. É ele que define quantas parcelas você recebe.
A carência diminui a cada solicitação: a primeira exige 12 meses trabalhados, a terceira em diante exige 6.
Quanto o seguro cobre de verdade
A parcela tem teto, então quanto maior o salário, menor a fatia dele que o benefício repõe. Preencha ao lado.
Como usar a calculadora
Média dos últimos três salários
Some os três últimos salários recebidos antes da demissão e divida por três. Se você teve aumento recente, a média puxa o valor para baixo, e é ela que vale, não o último contracheque.
Meses trabalhados nos últimos 36
Tempo com carteira assinada no período, somando contratos diferentes se houver. É esse número, junto com a solicitação, que define quantas parcelas você recebe.
Qual solicitação é esta
Conta quantas vezes você já recebeu o seguro-desemprego na vida. A carência cai a cada solicitação, o que soa contraintuitivo, mas é assim: a primeira exige 12 meses trabalhados, a terceira em diante exige apenas 6.
Como o cálculo é feito
Três faixas, com teto e piso
A tabela é progressiva no começo e trava no fim. Até R$ 2.222,17 a parcela é 80% da média salarial. Entre esse valor e R$ 3.703,99, são R$ 1.777,74 mais metade do excedente. Acima disso, a parcela é fixa em R$ 2.518,65. E nenhuma parcela pode ser menor que um salário mínimo, o que garante 100% de reposição a quem ganha o piso.
O número de parcelas é uma tabela dupla
Ele depende de duas coisas ao mesmo tempo: quantos meses você trabalhou nos últimos 36 e quantas vezes já pediu o benefício. O máximo é sempre cinco parcelas, e o que muda entre a primeira e a terceira solicitação é a facilidade de ter direito, não o tamanho do benefício.
Os valores são reajustados todo ano
As faixas e o teto sobem pelo INPC, e o piso acompanha o salário mínimo. A tabela usada aqui é a de 2026, e vive numa fonte única junto das outras tabelas legais do site, para que a calculadora, a API e o assistente do WhatsApp nunca respondam números diferentes.
A fórmula aberta
até R$ 2.222,17: parcela = média × 0,80
até R$ 3.703,99: parcela = 1.777,74 + (média − 2.222,17) × 0,50
acima disso: parcela = 2.518,65
E a leitura que a página acrescenta, que é o que importa para quem está planejando:
meses de salário cobertos = total do benefício ÷ salário mensal
Exemplo com números reais
Com 24 meses trabalhados, que dão direito às cinco parcelas:
| Média salarial | Cada parcela | Repõe | Total em 5 parcelas |
|---|---|---|---|
| R$ 1.621 | R$ 1.621 | 100% | R$ 8.105 |
| R$ 2.222 | R$ 1.778 | 80% | R$ 8.888 |
| R$ 3.000 | R$ 2.167 | 72% | R$ 10.833 |
| R$ 3.704 | R$ 2.519 | 68% | R$ 12.593 |
| R$ 5.000 | R$ 2.519 | 50% | R$ 12.593 |
| R$ 8.000 | R$ 2.519 | 31% | R$ 12.593 |
| R$ 15.000 | R$ 2.519 | 17% | R$ 12.593 |
E o número de parcelas, que é uma tabela de duas entradas:
| Meses trabalhados | 1ª solicitação | 2ª solicitação | 3ª ou mais |
|---|---|---|---|
| 6 a 8 meses | Sem direito | Sem direito | 3 parcelas |
| 9 a 11 meses | Sem direito | 3 parcelas | 3 parcelas |
| 12 a 23 meses | 4 parcelas | 4 parcelas | 4 parcelas |
| 24 meses ou mais | 5 parcelas | 5 parcelas | 5 parcelas |
O seguro protege muito menos quem ganha mais
O teto de R$ 2.518,65 não sobe com o seu salário, então a proteção do benefício encolhe conforme a renda cresce. A leitura mais útil não é o percentual de reposição, e sim quantos meses do seu padrão de vida o benefício inteiro sustenta.
| Salário | Total do benefício | Equivale a |
|---|---|---|
| R$ 2.000 | R$ 8.105 | 4,1 meses |
| R$ 3.000 | R$ 10.833 | 3,6 meses |
| R$ 5.000 | R$ 12.593 | 2,5 meses |
| R$ 10.000 | R$ 12.593 | 1,3 mês |
Quem ganha R$ 2.000 recebe, ao longo de cinco meses, o equivalente a 4,1 meses do próprio salário. Quem ganha R$ 10.000 recebe 1,3 mês, também distribuído em cinco. O tempo de benefício é o mesmo; a proteção, não.
Daí sai uma conclusão que contraria a intuição comum sobre reserva de emergência. A regra dos seis meses de despesas vale para todo mundo, mas quem tem salário alto precisa que a reserva cubra praticamente tudo, porque o seguro-desemprego mal arranha o orçamento. Quem ganha perto do mínimo tem, na prática, quatro meses de rede pública antes de precisar tocar na própria poupança.
O que esta calculadora não cobre
- Análise de direito. A calculadora aplica as regras de carência, mas quem decide se você tem direito é o Ministério do Trabalho.
- Modalidades especiais. Empregado doméstico, pescador artesanal e trabalhador resgatado têm regras e valores próprios.
- Bolsa qualificação. Trabalhador com contrato suspenso para curso tem cálculo à parte.
- Prazos. O pedido vai de 7 a 120 dias após a demissão, e perder o prazo perde o benefício.
- Acordo do art. 484-A. A demissão por acordo não dá direito ao seguro-desemprego.
Perguntas frequentes
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