Calculadora de dividendos
Quanto capital é preciso para a renda mensal que você quer, em quanto tempo você chega lá e o que a inflação faz com essa renda depois que você chegar.
A renda que você quer
Em dinheiro de hoje. A projeção mostra o que ela vale daqui a alguns anos.
A média esperada da carteira. O yield é medido sobre proventos passados, e um número alto pode refletir preço em queda.
A simulação reinveste os proventos, que é o que faz a carteira crescer antes da aposentadoria.
Se os proventos crescerem abaixo da inflação, o poder de compra da renda cai todo ano. A inflação fica no Avançado.
Avançado (opcional)inflação
Começa no IPCA acumulado em 12 meses (4,58%), do Banco Central, dado de 01/11/2026. Troque pela inflação que quiser simular, ou zere para ver só o valor nominal.
Com esses dados, para receber R$ 5.000,00 por mês com yield de 6.0% ao ano, o capital necessário é de R$ 1.000.000,00, e ainda faltam R$ 950.000,00. É uma estimativa que supõe o yield informado constante.
Capital necessário
R$ 1.000.000,00
Para receber R$ 5.000,00 por mês com yield de 6.0% ao ano.
Você já tem
R$ 50.000,00
Ainda falta
R$ 950.000,00
Tempo até chegar lá
19 anos e 3 meses
Aportando R$ 2.000,00 por mês e reinvestindo os proventos
Composição
Poder de compra ano a ano
| Ano | Renda mensal nominal | Em poder de compra de hoje |
|---|---|---|
| Hoje | R$ 5.000,00 | R$ 5.000,00 |
| Ano 1 | R$ 5.225,00 | R$ 4.996,18 |
| Ano 2 | R$ 5.460,12 | R$ 4.992,35 |
| Ano 3 | R$ 5.705,83 | R$ 4.988,53 |
| Ano 4 | R$ 5.962,59 | R$ 4.984,72 |
| Ano 5 | R$ 6.230,91 | R$ 4.980,91 |
| Ano 6 | R$ 6.511,30 | R$ 4.977,09 |
| Ano 7 | R$ 6.804,31 | R$ 4.973,29 |
| Ano 8 | R$ 7.110,50 | R$ 4.969,48 |
| Ano 9 | R$ 7.430,48 | R$ 4.965,68 |
| Ano 10 | R$ 7.764,85 | R$ 4.961,88 |
| Ano 11 | R$ 8.114,27 | R$ 4.958,09 |
| Ano 12 | R$ 8.479,41 | R$ 4.954,29 |
| Ano 13 | R$ 8.860,98 | R$ 4.950,50 |
| Ano 14 | R$ 9.259,72 | R$ 4.946,72 |
| Ano 15 | R$ 9.676,41 | R$ 4.942,93 |
| Ano 16 | R$ 10.111,85 | R$ 4.939,15 |
| Ano 17 | R$ 10.566,88 | R$ 4.935,37 |
| Ano 18 | R$ 11.042,39 | R$ 4.931,60 |
| Ano 19 | R$ 11.539,30 | R$ 4.927,83 |
| Ano 20 | R$ 12.058,57 | R$ 4.924,06 |
Essa renda daqui a 20 anos
R$ 4.924,06
em poder de compra de hoje. Você vai receber R$ 12.058,57 nominais, mas com a inflação em 4.58% ao ano isso compra o equivalente a R$ 4.924,06. São 2% de padrão de vida a menos, sem que o saldo da carteira mude.
Como usar a calculadora
Renda mensal que você quer
Em dinheiro de hoje, e de preferência o valor das suas despesas mensais, não o do seu salário. É mais fácil chegar a uma meta de renda quando ela cobre o que você gasta e não o que você ganha.
Dividend yield esperado
A média que você espera da carteira, não o yield da ação que mais paga. O yield é calculado sobre proventos passados, então um número alto pode refletir preço em queda, e o dividendo de ontem não define o de amanhã.
Crescimento anual dos proventos
O campo que mais mexe no resultado de longo prazo. A inflação aparece ao lado como referência: na conta, crescimento abaixo dela significa renda com poder de compra menor a cada ano, mesmo com a carteira intacta.
Como o cálculo é feito
O capital sai de uma divisão
A renda anual desejada dividida pelo yield dá o capital necessário. É uma conta simples de fazer de cabeça: com 6% de yield, todo R$ 1.000 de renda mensal custa R$ 200.000 de patrimônio.
O tempo até a meta inclui o reinvestimento
Durante a fase de acumulação, a simulação reinveste os proventos além dos aportes mensais. É esse efeito composto que faz a diferença entre chegar em quinze ou em trinta anos, e ele só existe enquanto você não começa a consumir a renda.
O poder de compra é medido em dinheiro de hoje
A projeção divide a renda nominal futura pela inflação acumulada, o que devolve quanto ela compraria hoje. O IPCA usado é o dos últimos doze meses, lido do Banco Central, e não um número escrito na página.
A fórmula aberta
capital = renda mensal × 12 ÷ yield
renda nominal no ano t = renda × (1 + crescimento)^t
poder de compra = renda nominal ÷ (1 + inflação)^t
Da última linha sai a única regra que importa neste plano: se o crescimento dos proventos for igual à inflação, o poder de compra fica constante. Abaixo dela, ele cai todo ano.
Exemplo com números reais
O capital necessário para cada renda mensal, por yield:
| Renda mensal | Yield de 4% | 6% | 8% | 10% |
|---|---|---|---|---|
| R$ 1.000 | R$ 300 mil | R$ 200 mil | R$ 150 mil | R$ 120 mil |
| R$ 3.000 | R$ 900 mil | R$ 600 mil | R$ 450 mil | R$ 360 mil |
| R$ 5.000 | R$ 1,5 mi | R$ 1,0 mi | R$ 750 mil | R$ 600 mil |
| R$ 10.000 | R$ 3,0 mi | R$ 2,0 mi | R$ 1,5 mi | R$ 1,2 mi |
Na tabela, a diferença entre um yield de 4% e um de 8% divide o capital necessário pela metade. Ela também mostra o peso dessa premissa: o resultado depende de o yield informado se repetir ano após ano, por décadas.
Chegar no capital é metade do problema
Suponha que deu certo: você acumulou R$ 1 milhão e recebe R$ 5.000 por mês. O plano funcionou. Vinte anos depois, se os proventos não tiverem crescido, esses mesmos R$ 5.000 compram o que R$ 2.073 compram hoje.
| Proventos crescendo | Em 10 anos vale | Em 20 anos vale | |
|---|---|---|---|
| 0% ao ano | R$ 3.220 | R$ 2.073 | Perde 59% |
| 2% ao ano | R$ 3.925 | R$ 3.081 | Perde 38% |
| 4,5% ao ano | R$ 5.000 | R$ 5.000 | Empata |
| 7% ao ano | R$ 6.334 | R$ 8.023 | Ganha 60% |
Todos os valores estão em poder de compra de hoje, com IPCA de 4,5% ao ano. A linha do meio é a única em que o plano se mantém de pé, e ela exige que os proventos cresçam exatamente com a inflação, ano após ano, por duas décadas.
Por outro lado, para manter R$ 5.000 de poder de compra em vinte anos sem crescimento nenhum dos proventos, seria preciso chegar à aposentadoria com 141% mais capital, ou R$ 2,4 milhões em vez de R$ 1 milhão. É a mesma conta vista do outro lado.
A conta mostra o efeito de supor que o yield de hoje se repete em reais constantes. Com crescimento dos proventos informado, a simulação mostra a renda acompanhando a inflação; sem ele, mostra quanto de folga o capital precisa ter para atravessar vinte anos de erosão.
O que são dividendos
Dividendos são a parte do lucro de uma empresa que ela distribui aos acionistas. Quem tem ações recebe proporcionalmente à sua quantidade, em geral uma vez por trimestre, semestre ou ano, conforme a política de cada empresa. A lei prevê um dividendo mínimo obrigatório, definido no estatuto; o resto do lucro pode ser reinvestido no negócio.
Para ter direito ao provento é preciso ter a ação antes da data-ex. A partir dela, a ação é negociada sem o direito e o preço costuma cair perto do valor pago. Por isso comprar na véspera para receber o dividendo não gera dinheiro novo: o valor sai do preço.
Além do dividendo existe o JCP (juros sobre capital próprio), outra forma de distribuir lucro, com 15% de IR retido na fonte. Desde 2026 os dividendos também passaram a ter retenção de 10% quando uma mesma empresa paga mais de R$ 50 mil num mês, além de uma tributação mínima anual para rendas altas. A calculadora de imposto sobre dividendos faz essa conta.
Como ler o dividend yield
yield anual = proventos dos últimos 12 meses ÷ preço atual
Com R$ 100.000 aplicados e yield de 8% ao ano, a carteira paga R$ 8.000 por ano, cerca de R$ 667 por mês. O yield é retrato do passado, e três situações inflam o número:
- Preço em queda. O provento fica igual e o preço cai, então o yield sobe sem ninguém ganhar mais.
- Provento extraordinário. Venda de ativo ou lucro não recorrente entra nos últimos 12 meses e não se repete.
- Risco percebido alto. O mercado cobra desconto de quem pode cortar o pagamento.
Comparar o yield de 12 meses com o recente e com a evolução do preço dá uma leitura mais completa do que o número isolado.
O que é FII (fundo imobiliário)
FII, ou fundo de investimento imobiliário, reúne dinheiro de muitos investidores para aplicar em imóveis ou em títulos ligados ao setor imobiliário. Quem compra cotas tem direito proporcional aos rendimentos. As cotas são negociadas na bolsa, como ações, e o gestor cuida de aluguel, manutenção e inquilinos.
- Tijolo: é dono de imóveis físicos (galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings, hospitais) e ganha com aluguel. O provento depende da ocupação dos imóveis.
- Papel: aplica em títulos de dívida imobiliária, como CRI, e ganha com juros e correção. Funciona de forma parecida com renda fixa, mas a cota oscila na bolsa.
- Fundo de fundos: compra cotas de outros FIIs. Diversifica numa compra só, com duas camadas de taxa de administração.
Distribuição. A regra exige distribuir pelo menos 95% do lucro do semestre, e a maioria paga todo mês. O valor varia com aluguéis, vacância, juros dos títulos e custos.
Imposto. Para a pessoa física, os rendimentos mensais de fundos negociados em bolsa são isentos quando o fundo e o cotista cumprem as condições da lei. O lucro na venda da cota paga 20%, recolhido por DARF até o último dia útil do mês seguinte, e prejuízo pode ser compensado com lucros futuros na venda de cotas. A calculadora de DARF faz essa conta.
Exemplo. R$ 100.000 em fundos com yield de 9% ao ano geram R$ 9.000 por ano, R$ 750 por mês. Pela tabela de capital acima, a mesma lógica vale para qualquer renda: renda anual dividida pelo yield.
Riscos. A cota oscila todos os dias, os proventos podem cair e não há cobertura do FGC. Em ciclos de alta de juros as cotas costumam cair.
O que esta calculadora não cobre
- Escolha de ativos. A conta é sobre categoria e taxa, nunca sobre qual papel comprar. Recomendação de ativo específico exige registro na CVM.
- Variação do yield. Ele muda com o preço e com a política de distribuição de cada empresa ou fundo, e não é contratual.
- Tributação. A conta usa proventos brutos. Desde 2026 há retenção de 10% quando uma mesma empresa paga mais de R$ 50 mil num mês e tributação mínima anual para rendas altas, e a regra pode mudar de novo em projeções de vinte anos.
- Juros sobre capital próprio. Têm 15% retidos na fonte, então uma carteira que paga muito JCP rende menos líquido do que o yield bruto sugere.
- Corte de dividendos. Empresa em dificuldade reduz ou suspende proventos, e é exatamente quando você mais precisa deles.
- Custos. Corretagem, custódia e imposto sobre eventual venda não entram na projeção.