O essencial
Resumo
Faixa de preço
R$ 250-5.000/mês
por adulto
Carência padrão
24h-300 dias
conforme procedimento
Modalidades
Hospitalar, Ambulatorial
ou completo
Reajuste anual
Define ANS (individual)
livre (coletivo)
Seguro saúde vs plano de saúde
Plano de saúde: rede credenciada de hospitais, médicos e laboratórios. Você usa o serviço dentro da rede e o plano paga direto. Modelo dominante no Brasil. Exemplos: Amil, Bradesco Saúde, Unimed, SulAmérica.
Seguro saúde: você paga o serviço e a seguradora reembolsa conforme tabela. Mais flexibilidade (qualquer médico/hospital), mas exige adiantar dinheiro. Menos comum como produto principal: usado mais como complemento.
Pra prática brasileira, "plano de saúde" é o que a maioria contrata. Esse guia foca nessa modalidade.
Tipos de plano
Por cobertura:
- Ambulatorial: consultas, exames, terapias, urgência/emergência (limitado a 12 horas). Sem internação. O mais barato.
- Hospitalar (com ou sem obstetrícia): internação, cirurgias, parto. Sem cobertura ambulatorial (consultas/exames são pagos por fora).
- Ambulatorial + Hospitalar (completo): o mais completo e mais usual. Cobre tudo do plano básico ANS.
- Referência: cobertura mínima obrigatória ANS. Usado como base.
Por abrangência geográfica:
- Municipal/Regional: cobertura limitada a uma cidade ou estado. Mais barato.
- Estadual: cobertura por todo o estado.
- Nacional: cobertura no Brasil inteiro. Útil pra quem viaja.
- Internacional: cobre fora do Brasil em casos específicos. Plano premium.
Carências
Carência é o período após contratação durante o qual algumas coberturas não funcionam. Limites máximos definidos pela ANS:
- Urgência/emergência: 24 horas.
- Consultas e exames simples: 30 dias.
- Exames complexos (ressonância, tomografia, cirurgias ambulatoriais): 180 dias.
- Internação hospitalar e cirurgias eletivas: 180 dias.
- Parto: 300 dias.
- Doenças e lesões pré-existentes (CPT): até 24 meses pra cobertura plena de procedimentos relacionados.
Portabilidade: ao trocar de operadora dentro de regras ANS (mesma faixa de preço, modalidade compatível, tempo mínimo no plano anterior), carências cumpridas podem ser aproveitadas: não precisa cumprir de novo. Vale verificar regras antes de mudar.
O que afeta o preço
- Idade: fator dominante. Faixas etárias têm mensalidades crescentes. Após 59 anos, ANS proíbe novos reajustes por mudança de faixa etária: mas reajustes anuais regulares continuam.
- Modalidade e cobertura: completo é mais caro que hospitalar, que é mais caro que ambulatorial.
- Abrangência geográfica: municipal mais barato, nacional mais caro.
- Rede credenciada: planos com hospitais top (Einstein, Sírio) custam significativamente mais.
- Tipo de contratação: coletivo por adesão (sindicato) ou empresarial geralmente mais baratos que individual; mas reajustes em coletivo são mais agressivos.
- Coparticipação: alguns planos têm coparticipação (você paga % dos procedimentos usados). Reduz mensalidade base mas você paga por uso.
Individual vs coletivo
Individual/Familiar:
- Reajuste anual limitado pelo índice ANS.
- Estabilidade pro contratante: operadora não pode cancelar sem causa.
- Mensalidade inicial maior.
- Catálogo de planos vem reduzindo nos últimos anos.
Coletivo por Adesão (via sindicato/associação de classe):
- Mensalidade inicial menor.
- Reajuste anual livre: sem teto ANS. Pode ser 15-30% ao ano.
- Operadora pode descontinuar o plano coletivo (você teria que buscar outro).
- Acesso via filiação a entidade compatível com sua profissão.
Coletivo Empresarial:
- Empresa contrata pra funcionários: geralmente os planos mais baratos e com melhor cobertura.
- Mas você depende do emprego; demissão = perde plano (com opção de continuar pagando integral por período limitado).
Como comparar
- Lista os hospitais e médicos importantes pra você. Pesquisar se estão na rede credenciada do plano antes de fechar.
- Comparar 3-5 cotações com mesma modalidade e cobertura.
- Verificar carências: algumas operadoras oferecem redução de carência por adesão em janelas promocionais.
- Conferir reputação ANS: Índice de Reclamações da ANS por operadora. Algumas têm históricos ruins.
- Avaliar coparticipação: pra perfil que usa pouco o plano, coparticipação reduz mensalidade.
- Verificar reajustes históricos: pedir histórico dos últimos 5 anos. Operadora com histórico de reajustes muito acima da média da ANS é alerta.
- Ler o rol de procedimentos cobertos: ANS define mínimo, mas algumas operadoras cobrem mais.
Veja melhores planos de saúde do Brasil pra comparativo das principais operadoras.