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O que é Inflação?

Inflação é a elevação generalizada e contínua dos preços de bens e serviços ao longo do tempo, o que faz o poder de compra do dinheiro diminuir. Em outras palavras: com o mesmo valor em reais, você consegue comprar menos coisas do que conseguia antes.

No Brasil, a inflação e medida principalmente pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE todo mês. Esse índice acompanha o quanto ficou mais caro uma cesta de produtos e serviços que uma família brasileira típica consome.

A inflação não é um fenômeno raro ou distante: ela está presente no supermercado, no aluguel, na conta de luz e até no preço do cafezinho. Quando ela sobe demais, o salário que parecia suficiente no início do ano começa a apertar no fim — mesmo sem nenhum centavo a menos no contracheque.

Como funciona o inflação

A inflação acontece quando há um desequilíbrio entre a quantidade de dinheiro circulando na economia é a quantidade de produtos e serviços disponíveis. Se o governo imprime muito dinheiro, se os juros estão muito baixos por muito tempo ou se os custos de produção disparam, os preços sobem.

O Banco Central do Brasil tem a missão de controlar a inflação por meio da taxa Selic. Quando a inflação ameaça subir demais, o Banco Central eleva a Selic para encarecer o crédito, desestimulando o consumo. O alvo oficial é uma meta de inflação de 3% ao ano com tolerância de até 4,5%.

Existem diferentes tipos: a de demanda (muita gente querendo comprar, pouco produto disponível), a de custos (insumos mais caros repassados ao consumidor) é a inercial (contratos e salários indexados que sobem automaticamente, alimentando o ciclo).

Exemplo prático

Imagine que em janeiro de 2023 você fazia a feira semanal por R$ 400,00. Com uma inflação de 5% no ano, em janeiro de 2024 essa mesma feira passou a custar R$ 420,00 — R$ 20 a mais toda semana, quase R$ 1.000 a mais no ano.

Agora pense no seu salário: se você ganhava R$ 3.000 e recebeu um aumento de 3% (R$ 90), seu salário foi para R$ 3.090. Mas a inflação foi de 5%. Na prática, você perdeu poder de compra — seu salário real caiu cerca de 2%.

Outro exemplo: você guardou R$ 10.000 em dinheiro vivo na gaveta em 2020. Em 4 anos, com inflação acumulada de aproximadamente 26%, aquele dinheiro equivale a apenas R$ 7.937 em poder de compra real.

Inflação na prática do dia a dia

No dia a dia, a inflação aparece de formas nem sempre óbvias. O preço do aluguel sobe no reajuste anual, a mensalidade da escola aumenta em fevereiro, o plano de saúde reajusta em maio. Você não precisa gastar mais — o próprio calendário vai tornando sua vida mais cara. Por isso, qualquer dinheiro parado sem render está perdendo valor.

A boa notícia e que entender a inflação muda como você toma decisões. A pergunta certa ao avaliar um investimento não e "quanto vai render?" mas sim "quanto vai render acima da inflação?". Um investimento que rende 6% ao ano com inflação de 5% te dá apenas 1% real. Já um que rende 10% com inflação de 5% entrega 5% real — uma diferença enorme no longo prazo.

Perguntas frequentes

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