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O que é PIX?

PIXé o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, lançado em novembro de 2020, que permite transferir dinheiro e pagar em qualquer dia e horário — incluindo fins de semana e feriados — com liquidação em até 10 segundos. Antes do PIX, uma transferência entre bancos diferentes (TED) custava em média R$ 10 a R$ 15 e levava horas. O PIX mudou isso: e gratuito para pessoas físicas e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O sistema e administrado pelo Banco Central e toda instituição financeira com mais de 500 mil clientes é obrigada a participar. Você pode transferir de qualquer banco para qualquer outro banco, fintech ou carteira digital.

O PIX usa chaves PIX como atalho: você pode cadastrar CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou uma chave aleatória. Assim, em vez de digitar agência, conta e banco, basta informar uma chave.

Como funciona o pix

Quando você faz um PIX, sua instituição financeira envia uma mensagem ao sistema do Banco Central, que verifica se há saldo e autoriza a transferência em tempo real. O dinheiro sai da sua conta e entra na conta do destinatário em segundos.

Para receber PIX, você precisa de uma chave PIX cadastrada. Você pode ter até 5 chaves por CPF (ou 20 por CNPJ), distribuídas entre diferentes contas. Cada chave só pode estar em uma conta por vez.

Existem modalidades especiais: PIX Copia e Cola, PIX QR Code (muito usado em comércios), PIX Agendado, PIX por aproximação (NFC) e o PIX automático (para débito recorrente). Também existe o PIX parcelado, que usa limite do cartão de crédito.

Exemplo prático

Antes do PIX, pagar o aluguel de R$ 1.500 no banco X para o locador no banco Y custava uma TED de R$ 12,50. Por ano, só em tarifas: R$ 150. Com o PIX, essa mesma transferência e gratuita e cai em segundos. Em 3 anos de aluguel: R$ 450 economizados.

Para um MEI que recebia por boleto (custo de R$ 3,50 por boleto) e emitia 30 boletos por mês: R$ 105/mês, R$ 1.260/ano só em tarifas. Migrando para PIX, a economia e imediata — o dinheiro cai na conta no ato, sem esperar 2 dias úteis para o boleto compensar.

PIX na prática do dia a dia

O PIX transformou hábitos cotidianos. Rachar a conta do restaurante ficou trivial — cada um manda a sua parte na hora. Pagar o entregador, a diarista, o personal trainer, o mercado de bairro — tudo ficou instantâneo. O dinheiro em espécie perdeu muito espaço.

Para quem tem negócio próprio, o PIX virou padrão de recebimento. Mas é importante estar atento a golpes: PIX falso (comprovante adulterado), engenharia social (alguém se passando por banco pedindo dados) e PIX em nome de urgência. A regra de ouro: PIX saiu da sua conta, acabou — não tem estorno automático. Confirme sempre os dados antes de enviar.

Perguntas frequentes

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